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Mostrando postagens de janeiro, 2021

RELATO III

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  As vezes o coração só precisa bater... 26/01/2016 Não sinto falta. Não sinto sua falta. Não sinto falta de nada! Estou bem, sério, acredite... melhor que outrora. Você foi minha ilusão, ou você foi “a” ilusão? Tanto faz, você foi. E teve fim, acabou! Para sempre? Não sei, mas acabou... Lembranças só são lembranças quando os momentos foram reais, e fomos ilusórios então sem lembranças. Será que me apaixonei pela ideia que fiz de você? Não importa, nunca irei saber... mas sinto falta. Não precisa voltar e onde estiver, saiba que sempre lhe mandarei amor. Um dia meu coração irá encontrar um lugar de paz para seu descanso, e apenas sobreviver. No momento ainda sofre, com a dor do vazio propositalmente provocado... Talvez não aguente sobreviver desolado e sem consolo, e em meio ao suplício recorda que já estivera em tais circunstâncias, e que com muito custo suportou. Mas cá entre nós, nenhuma dor é igual, suas profundidades oscilam entre suas significâncias...

RELATO II

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  Mistura de tudo um pouco com nada. 07/08/2017 É tudo tão relativamente ambíguo... sentidos se confundem, razões se perdem, mas não tem um dia em que eu não sinta desfalecimento por lacunas jamais preenchidas, pelas distâncias nunca amenizadas e pela saudade tão dolorida. O tempo passa levando tudo, tudo o que não tivemos coragem de resgatar, de fazer, salvar... Ele controla o mínimo do destino, organiza caminhos, faz a vida ter seu seguimento... e se der na telha, afasta de forma permanente, para sempre. Às vezes, só as vezes ele une, fortalece sonhos, sentimentos, lugares e pessoas... Tudo pode se resumir num cansaço permanente, numa demasiada entrega de energia, na diária desistência covarde... É tanta procrastinação pessoal, emocional, psicológica que a verdade é distorcida pela necessidade de conceituar mentiras. Basta! Basta de máscaras, de roupagens que não encontram cabimento... Assumir o que somos de verdade é desafiador e nem sempre aceitável aos demais, sejam ...

RELATO I

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  À lúgubre vida... 14/01/20 É quando você quer gritar, que você se cala... É quando você deseja pedir ajuda, que você desiste de tentar... É quando você tenta fugir, que você mais se entrega... Você torce para que as pessoas que te cercam reparem, vejam que você não está bem. Podem até perceber sim, mas isso não significa que se importam, ou que  até se importem, mas não como você unicamente esperava... Você consegue se enganar por um tempo fielmente acreditando que está bem, que superou seus demônios e sua escuridão..., mas esse é o pior engano de todos, porque não vão embora, não somem e por mais que você tente e lute, se esforce em crer, ter fé... pensar positivo... De nada adianta e sempre é o mesmo círculo vicioso: Você sempre volta pior ao início. Sua tristeza ao mesmo tempo que dilacera você, ela também te conforta, a sensação é conhecida, então, não há o que temer. Evita falar sobre isso, prefere o silêncio reconfortante da desculpa ao simplesmente comentar so...